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Hoje, mais do que nunca, a saúde, o bem-estar e o crescimento urbano necessitam, em larga escala, de corretos sistemas de esgotos sanitários que possam ser confiáveis para suportar a demanda presente e futura. Enfrentar o complexo desafio e as decisões críticas para a construção de nossos esgotos sanitários torna-se, muitas vezes, responsabilidade de cidadãos como você. Este relatório foi elaborado para apresentar, de forma não-técnica, as necessidades básicas de uma rede coletora de esgotos sanitários permanente e livre de problemas. Após sua leitura, você compreenderá melhor o planejamento de esgotos econômicos, podendo projetar, escolher materiais e construir sem preocupações, aborrecimentos e prejuízos.
O tubo cerâmico está intimamente ligado à história do homem. O tubo de argila mais antigo de que se tem conhecimento está no MUSEU BRITÂNICO, em Londres, estando em perfeito estado de conservação há cerca de 4.000 anos. Esse tubo foi retirado de escavações realizadas na Pérsia, tendo sido instalado para servir aos Jardins Suspensos da Babilônia.
O Rei Salomão, no ano 1000 A.C., abasteceu a cidade de Jerusalém com água potável e construiu um sistema de esgotos com tubos cerâmicos. Em muitas partes do mundo, alguns tubos seculares ainda estão em operação. No
Brasil existem tubos cerâmicos instalados e em operação há mais de 100
anos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
A corrosão é uma das maiores causas de fracasso das operações de redes de esgoto. O sulfeto de hidrogênio, facilmente reconhecido por seu característico odor de "ovo podre", é gerado em todos os esgotos, em graus variáveis. Através de uma série de reações químicas e biológicas, o gás sulfídrico é convertido em ácido sulfúrico, um dos mais corrosivos de todos os ácidos. O tubo cerâmico é o único material de tubulação de esgoto que provou, por mais de 100 anos, ser resistente ao ataque do ácido sulfúrico, detritos industriais, solventes e solos corrosivos. Toda a espessura da parede é inerte, conferindo-lhe completa proteção contra qualquer tipo de desintegração ou perda de resistência.
Uma superfície interna lisa é condição básica de um bom material para tubulação de esgoto sanitário. Estudos documentados mostram que todos os materiais usados em escoamento de águas servidas, quando instalados sob condições semelhantes e do mesmo diâmetro, terão características de escoamento similares, quando são novos. Tubulações fabricadas com materiais não-resistentes ao ataque dos ácidos, solventes e abrasão muitas vezes tornam-se rugosas. Por outro lado, os tubos plásticos flexíveis achatam-se sob a carga da vala ou sobrecarga. Superfícies rugosas e diâmetros distorcidos diminuem a capacidade de escoamento da rede. Tubos cerâmicos não são flexíveis. São fortes, rígidos, quimicamente inertes e totalmente imunes ao ataque dos ácidos normalmente encontrados nos esgotos sanitários. Resistem à corrosão melhor que qualquer outro material com que se fabricam tubos para esgoto sanitário. Pelo fato de não se achatarem e permanecerem com sua rugosidade inicial, isto é, liso, mantém sua capacidade de escoamento durante toda a vida útil, apesar dos materiais químicos corrosivos que possam ser descarregados nas redes com o passar dos anos.
O problema da abrasão no fundo de uma rede de esgoto torna-se particularmente importante se o material da tubulação possui um revestimento muito fino ou é feito de plástico de parede fina e flexível. O tubo cerâmico raramente é afetado pela abrasão em virtude de sua densa e espessa parede.
O tubo plástico flexível, que pode achatar-se e ser esmagado, requer suporte adicional de solos compactados em sua volta - especialmente nos lados - para limitar a quantidade de achatamento até o máximo recomendado de 5%. Como mostra o diagrama, o achatamento inicial do tubo é causado pela carga de reaterro ou sobrecarga. A partir daí, todos os termoplásticos, por não possuírem estrutura molecular, deformam-se lenta e gradualmente pela carga de longa duração, isto é, por fadiga. É
necessário um cuidado todo especial no projeto e na instalação de tubos
plásticos flexíveis, para prevenir a reflexão excessiva, que causa redução
da capacidade de escoamento, sobrecargas, retornos, juntas com vazamentos
e manutenção dispendiosa. Redes esmagadas terão de ser recolocadas a um
custo muito maior que aquele da instalação inicial, custo que um contribuinte
de impostos não recebe passivamente, nem merece.
Na superfície, a tubulação mais barata pode parecer a melhor escolha. Mas, após sua instalação, pode tornar-se um problema difícil e custoso. Tudo que falha e necessita ser recolocado gasta o dinheiro do imposto. O custo de escavar ou reescavar a vala, muitas vezes sob pavimentação, é pelo menos dez vezes superior ao custo da tubulação. Também deve levar-se em conta que uma das principais causas de falha em tubos instalados é a sua incapacidade de suportar o contato com ácidos, solventes orgânicos e outros detritos industriais. Todos os esgotos podem transportar esses detritos em concentrações prejudiciais. A eventual diferença de custo do tubo cerâmico rígido e resistente à corrosão sobre os outros tipos de tubos - ligados com cimento ou de plásticos flexíveis - é o melhor seguro de vida que se pode dispor para a rede de esgoto. Quando os riscos são altos em termos de saúde pública, bem-estar comunitário e impactos econômicos de recolocação da rede de esgotos, a escolha do material da tubulação torna-se crítica. Por que, então, não escolher aquele tubo que, com certeza, produzirá o melhor resultado, em vez de desgastar-se em experiências?
A busca para encontrar melhores tubos sanitários Nada ainda foi encontrado para equiparar-se à combinação especial de características que tornaram o tubo cerâmico o único tubo realmente confiável para esgotos sanitários, através dos séculos. Mesmo assim, contínua pesquisa é efetuada para desenvolver novas técnicas de fabricação dos tubos cerâmicos, como também das suas juntas elásticas. A indústria cerâmica é atualmente tão mecanizada que pode cobrir quaisquer necessidades dos órgãos públicos responsáveis pela construção de esgoto sanitário, seja na qualidade, seja na quantidade. Por tudo isso, quando você tiver de decidir sobre qual material deve ser usado na canalização de um esgoto sanitário, já saberá que o TUBO CERÂMICO possui todas as qualidades que seu projeto necessita. Extraído de fontes do NCPI - National Clay Pipe Institute e adaptado à realidade à brasileira.
Tubo Cerâmico com junta de anel de borracha tipo "O"
Veja : especificações
A Inctam fabrica tubos cerâmicos de dreno com furos simetricamente espaçados em meia seção do tubo conforme desenho abaixo.
Os tubos e conexões cerâmicas ponta e bolsa da Inctam são fabricados de acordo com as especificações das normas NBR- 5645 e NBR - 8409 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Tecnicas , respectivamente . Os ensaios previstos são diciplinados pelas normas NBR- 6549, NBR- 6582, NBR- 7529, NBR- 7530, e NBR- 7689.
Os anéis de borracha são os mesmos utilizados para outro tipos de tubos disponiveis para sistema de esgotos sanitários e devem atender a NBR - 9063 ( anel de borracha tipo "O" ).
Norma EB-5 - NBR 5645 "Tubo cerâmico para canalização" da ABNT. Suas dimensões obedecem à Tabela 1 "Dimensões dos Tubos" expressas em mm.
Tabela
1: dimensões dos tubos em mm
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